“O culto do Espírito Santo” de Mário Lemos Império da Arramada

“Realiza-se no Domingo de Pentecostes e tem a sua estrutura em alvenaria, forrada a azulejos.

A sua traça arquitectónica é semelhante às construções de tipo tradicional. Porém, apenas possui o corpo principal que serve para a exposição das Insígnias e resguardo das ofertas dos irmãos, destinados à arrematação durante o arraial, animado pela filarmónica da freguesia, a Unânime Praiense.

Não dispõe, portanto, de copa nem de cozinha pelo que a refeição tem de ser confeccionada em casa do Irmão ou em outro local com condições para tal.

A sua Irmandade é composta por cerca de 19 irmãos e a Coroa não é sorteada mas sim entregue anualmente ao irmão em sistema de escala sequencial, coroando este durante a missa solenizada, na Paróquia da freguesia, para onde se dirigem, pela manhã, em cortejo.

São distribuídas “sopas” a todos os irmãos e familiares com eles residentes. O produto das quotizações reverte a favor do Imperador, como ajuda às despesas dos “serviço”.

Ostenta a sua fachada a data de 1931 mas esta é apenas a data da sua reconstrução (dizem as grandes memórias da freguesia que a sua fundação deu-se em 1780 ou 1790).

Inicialmente, realizava-se no centro da freguesia.

Actualmente o Império da Ramada possui Estatutos, criados em 2010, mas não referem nenhum elemento escrito que permita saber o historial mais remoto.

Como Insígnias possui Estandarte e uma Coroa, em prata, com quatro hastes.

Em virtude de o “serviço” não se realizar no Império, à tarde, antes do arraial é organizado um cortejo de casa do Imperador para o Império. ”

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